O número de usuários de Internet no Brasil chegou a 77,8 milhões em agosto, segundo pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online. Entre os sites mais visitados pelos usuários estão os de Educação e Carreiras, com cerca de 25,8 milhões de usuários por mês. Esses números deixam claro o novo perfil do internauta brasileiro: pessoas interessadas em trocar conhecimento e informações e cada vez mais adeptas às redes sociais.
Muitas empresas apostam no ensino colaborativo para atingir este consumidor ávido por novidades, investindo em sites de troca de conteúdo – onde o intercâmbio de informações é mais ágil. Esse ambiente colaborativo permite a utilização das redes sociais para a produção de novos conhecimentos e principalmente engajar os internautas. O estudo do Ibope Nielsen Online ainda revela que o Facebook soma 30,9 milhões de usuários únicos, superando o Orkut, com 29 milhões. Já o Twitter marca 14,2 milhões de internautas.
Exemplo dessa nova aposta é o COPIA, uma plataforma aberta que combina redes sociais e e-commerce com um conjunto de ferramentas para que e-leitores tenham uma experiência de descoberta compartilhada. A plataforma reinventa a maneira da experiência de consumo literária, funcionando como um antigo Clube do Livro. É uma nova forma para consumidores, independente da idade, apreciarem livros, jornais, revistas e uma ampla variedade de conteúdo digital.
A tendência de utilizar a internet como canal de estudo, pela comodidade que oferece, já é uma realidade nos Estados Unidos. Tanto que alunos de mais de 200 universidades usam esta plataforma como meio de estudo, tendo inúmeras opções de ampliar, trocar idéias e principalmente aumentar seu conhecimento. A expectativa do Copia é que este número atinja 1003 instituições de ensino até o final de 2011.
Com avanço da internet, os usuários podem tanto aprender novos conceitos, como também lecionar. Este modelo de ensino colaborativo pode ser visto no Buzzero. Criado em 2010, o portal de educação é uma versão 2.0 dos sites de ensino à distância. Por ele, além de aprender, o internauta pode ensinar e ser remunerado por isso. O objetivo do site é fazer com que pessoas comuns produzam cursos sobre os mais variados temas, como culinária, idiomas ou canto para iniciantes. Para oferecer um curso, o autor faz um cadastro gratuitamente, estabelece um valor a ser cobrado pelo conteúdo e recebe 50% do valor das matrículas realizadas. O site é membro da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED), recebe cerca de 7 mil visitantes por dia – com aproximadamente 300 matrículas diárias – e oferece mais de 5.000 cursos aos seus usuários.
É esperado que com a ampliação de vendas de tablets e smartphones a adoção do ensino colaborativo no Brasil se torne ainda maior. Por meio dessas novas tecnologias e de sites como COPIA e Buzzero, os internautas terão uma experiência maior de troca de informações com pessoas com os mesmos interesses, independente de sua localização geográfica – compartilhando conhecimentos e idéias que até então estavam isoladas.
Robson Catalan, diretor de marketing do Buzzero explica que o ensino colaborativo ainda tem muito a se desenvolver no Brasil, mas é sem dúvida uma forte tendência. “Hoje em dia, há inúmeros canais para se adquirir informação e conhecimento, portanto, todos têm algo a ensinar. Acreditando nisso o Buzzero.com se posicionou como um espaço para facilitar e remunerar a transferência de conhecimento entre as pessoas, e já conta hoje com mais de 7.000 autores”.
Catalan acredita na importância da inovação na educação, através da tecnologia, principalmente em tempos de redes sociais. “As novas tecnologias devem ser utilizadas para, mais do que replicar as características do ensino presencial no ensino a distância, permitir múltiplas formas de comunicação entre todos os envolvidos no processo de aprendizagem. Neste contexto, as redes sociais e a adesão que as mesmas tiveram nos últimos anos têm muito a nos ensinar”.
Para Marcelo Gioia, diretor executivo do Copia no Brasil, a tecnologia é um dos itens mais básicos da educação brasileira. “Hoje, as redes sociais e os sites de noticias realizam uma série de reportagens especiais que auxilia os estudantes a terem acesso, discussão e disseminação de conhecimento de atualidades. E isso facilita, e muito, a disseminação do conhecimento, porque os estudantes acabam discutindo as temáticas entre si, algo que até então não acontecia sem a presença das redes sociais”.
Na opinião de Robson Catalan, utilizar a internet como canal de estudo não é mais uma tendência e está se consolidando como mais uma forma de adquirir conhecimento. “O mercado de EAD via Internet cresce de forma acelerada ano após ano e já se consolidou como um importante canal de transferência de conhecimento. Nos próximos anos deve ganhar ainda mais relevância à medida que novas ferramentas de interação forem adicionadas”.
“Este assunto gera controvérsias, porque temos uma parcela da população que incorporou de forma fácil para a gestão de sua carreira e outra parte que desconhece. Acredito nesta consolidação de uso: vamos adquirir conhecimento online. Um exemplo é o mercado norte-americano, onde já existe esta consolidação mais estruturada, já que existem redes de estudos específicas com foco no intercâmbio de conhecimento até entre as universidades”, completa Marcelo Gioia.
De acordo com Gioia, as parcerias são mais fortalecidas e os estudantes, por sua vez, acabam contando com uma série de mecanismos mais robustos para absorver conhecimento. “No caso do mercado brasileiro, há muitas oportunidades que precisam ser exploradas e certificadas pelas principais entidades do setor educacional. Existem cursos de e-learning, por exemplo, no mercado brasileiro que precisam transmitir mais credibilidade”, finaliza o diretor executivo do Copia no Brasil.
Fonte: http://www.ticeducacao.com.br/ticeducacao.php?edi=200&tabs=tab4